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Comissão de Carnaval João Pedro Martins (Jota) Juan Rodriguez Tina Charana
iá iá iá iá iá iá Mato Grosso batucando no terreiro iô iô minha sinhá Da senzala veio o samba brasileiro Vera cruz se abriu A colonização se fez brotar Agora chamado Brasil outrora um povo te veio colonizar Portugal, o oceano atravessou ( ô ô ) África de teu solo sagrado Nasceu Xica que seu nome hoje é louvado Mas materialização, estava longe de tornar o negro irmão a inquisição o branco criou, para construir sua riqueza, mas tanta beleza, fez concretizar uma negra no seio da realeza hoje eu vou cantar, uma história que ao mundo encantou, essa mulata fez enlouquecer de prazer um português que podia ser você Segurando na batuta a pegada no quilombo a bateria vem mostrar nos búzios a tradição essa magia contagia meu povão o diamante era a salvação, quiloa ajudou a planear, diabo de mulher, à luz dois seres deu de pele cor de café, barroco anjo do céu no roubo a liberdade, no fogo a crueldade seu carnaval virou foi cafuné o contratador se apaixonou ao sargento-mor xica foi comprar rompendo seu noivado mal amado a seduziu para desfrutar degenerados, maltrapidos, das rendas não vieram seu seguro ah triste destino filhos do pecado, sem futuro o tronco do tijuco, castigou um povo moribundo vem p´ra cá ( amor ) que eu vou te levar hoje na palma vamos firmar e a galera vai cantar iá iá iá ( oh iá iá ) Letra e música: Mestre Jota
Na região mineira do actual estado de Minas Gerais, mais precisamente em Diamantina, que no século XVIII era conhecida como Arraial do Tijuco, surgiu uma grande história de amor. Uma escrava chamada Francisca da Silva de Oliveira, comprada por João Fernandes de Oliveira, um negociante (contratador) de jóias. Na época diziam que sua fortuna era maior que a do Rei de Portugal. Outros estudos afirmam que Xica da Silva fora alforriada pelo Padre Rolim, a quem pertencia, a pedido do contratador ao cair de amores por ela, que era descrita como uma belíssima mulata. Para alguns a sua beleza enfeitiçou o contratador. A respeito de Xica da Silva, foi criado o mito de mulher extremamente autoritária (Xica que manda ou Xica Mandona), tanto que, segundo relatos da época, foi responsável pela mudança da torre da igreja cujo sino perturbava seu sono. A igreja de Santa Quitéria é a única igreja barroca do Brasil que tem a torre com o sino atrás da nave. Ao mesmo tempo, por ser de origem negra, a sociedade da cidade não lhe permitia assistir missas, o grande evento social do período, já que a consideravam não como a esposa de um homem de posses, mas como sua concubina. Falam também da construção de um palácio e, como não conhecia o mar, João Fernandes de Oliveira mandou construir um barco à vela para ela e criou um lago artificial, no qual eram dadas festas para a sociedade. Eram comuns casamentos entre homens brancos e suas escravas. Portanto, o fato não foi isolado. A diferença está no fausto, segundo os cronistas da época, este enlace deu-se e tiveram 13 filhos. Mesmo com todos os possíveis impedimentos, Xica da Silva fez parte de grupos sociais restritos. Seu corpo foi enterrado em 1796, na Igreja de São Francisco de Assis, exclusiva para brancos.
Sinopse
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